RELATO DE UMA DESILUSÃO - ALINE RODRIGUES


Fala galera,
Agora temos uma nova colaboradora para o blog! Apresento-lhes, Aline Rodrigues, comunicativa, espontânea, alegre, cheia de energia, corajosa, estudante de jornalismo, geminiana e ainda vai revolucionar o planeta com suas ideias.

Aline agora terá um espaço todas as quartas-feira no turno da tarde, para mostrar o quão talentosa ela é com as palavras e expor seus textos, suas ideias e sentimentos. Segue abaixo o primeiro texto dela aqui no blog:

RELATO DE UMA DESILUSÃO 


Ela chegou em casa e foi correndo em direção ao quarto, trancou a porta e deitou-se na cama. Não demorou muito para que desmoronasse toda dor presa em sua garganta, pressionou seu rosto contra o travesseiro, e gritou com toda força para tentar esmagar seu coração. Seu choro foi se intensificando e ficando desesperador, na sua cabeça vinham as perguntas mais clichês: porque isso está acontecendo comigo? Eu mereço tanta dor? O que será que eu fiz? Mas não tinha como responder, a dor consumia seu corpo e sua vontade de viver. Ela literalmente odiava o amor, como poderiam dizer que aquela palavra poderia fazer alguém feliz, se ela pode arruinar sua vida em segundos? Ela sempre teve em mente que gostar de alguém era questão de vontade, mas se enganou quando viu-se dependente do amor de outra pessoa. No começo foi bom, é como disseram a ela, "tudo no começo é um mar de flores", realmente, ela pagou para ver. De repente começaram as brigas, os ciúmes, e quando ela se tocou tinha a necessidade dele na vida dela, e ela viu que poderia ser substituída na vida dele. Teria outra reação, a não ser querer arrancar o coração fora do peito? Desejava e pedia a Deus para que aquilo nunca tivesse acontecido, para que pudesse voltar no tempo, mas sabia que seus desejos eram inúteis. Seus olhos estavam inchados, e o choro mais calmo, não tinha muitas forças ou lágrimas para gastar naquele momento. Queria sentir raiva da pessoa que fez isso com ela, mas por incrível que pareça, não conseguia, só conseguia sentir raiva dela mesma por se sentir uma dependente. As pessoas tentavam ajudar a amenizar sua dor, mas sua cabeça só dava prioridade ao seu coração. Sabia que o cara não merecia o sentimento que ela tem por ele, mas também sabia que ela fecharia os olhos e tentaria de novo. Sabe por quê? Porque para quem ama a esperança é a última que morre, mas ela sabe que quando o último fio dessa esperança morrer nenhum cravo poderá nascer. Toda dor causada pelos espinhos vai ter passado e daí renascerá uma nova mulher. Então a única coisa que tenho a dizer para essa garota é: Chora minha pequena, erra. Tu vais chorar, mas não vai perder, num futuro próximo tu ganharás sabedoria e o amor que tu deves ter, o próprio.

Aline de Souza Rodrigues

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